Reminiscências de um arquiteto revoltado











{Outubro 11, 2007}   Prosa poética non sense

Era uma noite e o sol brilhava no horizonte montanhoso.

Estava eu andando parado, sentado de pé numa pedra de pau

quando, não muito longe dali, avistei um bosque sem árvores.

Os passarinhos pastavam alegremente enquanto as vacas

pulavam de galho em galho, à procura de seus ninhos e os elefantes descansavam

                                                                                           à sombra de um pé-de-alface.

Assustado, resolvi ir depressa vagarosamente para casa, onde, chegando, pude logo

adentrar pela porta da frente que ficava nos fundos.

No quarto, deitei  meu paletó na cama e pendurei-me no cabide, disposto a relaxar de

um dia difícil. Tive vontade de ir ao banheiro onde, chegando, logo resolvi almoçar.

Senti um gosto horrível na boca e constatei, sem dificuldades, que havia comido o guardanapo

e limpado a boca com o bife.

Estarrecido, ignorei a chuva torrencial que então caía e dirigi-me para o jardim onde, sob o

sol abrasivo do meio dia avistei, sobre pequena mesa, um papel em branco onde estava escrito:

“Assim diziam aqueles nove profetas que eram três, Jacó e Jeremias:

‘O mundo é mesmo uma bola quadrada.

Diante disso, prefiro a morte do que morrer.”



etc.