Que eu ando meio de saco cheio de faculdade não é novidade pra ninguém que me conhece. Aliás, acredito que um número razoável de pessoas atualmente compartilhe da minha insatisfação com os rumos tomados pelo curso de Arquitetura. Especialmente na disciplina de P3. Afinal de contas… a gente sai de projetos deverasmente instigantes, castigantes e fustigantes pra cair em moradia popular? Nada contra as iniciativas, mas acredito que esse tipo de coisa já deu o que tinha que dar. A partir daí eu pego o gancho pra minha reclamação do dia: vocês já viram aquelas pessoas que, na falta de algo produtivo a fazer, começam a procurar mecanismos pra preencher o tempo vago? Pois é. Na universidade elas têm um nome: grupos de pesquisa.
Funciona mais ou menos assim. Selecione um tema que você conheça muito (ou que não conheça nada, no final não faz diferença mesmo). Procure uma bibliografia capaz de preencher no mínimo doze páginas de monografia (ainda que você não leia mais do que um livro e dois textos dela). Arranje algum orientador pseudo-profissional-frustrado-que-não-deu-certo-fora-da-faculdade-e-ganha-a-vida-tirando-onda-de-intelectual (ainda que ele não saiba mais do que palavras difíceis e nomes de arquitetos da Groenlândia Islandesa que já morreram há 30 anos).
Munido dessas três ferramentas básicas, debulhe o tema escolhido em seus mínimos detalhes, levantando todas as idiossincrasias pertinentes, fazendo pontuações objetivas e levantando hipóteses a cada dois parágrafos de texto corrido. Nesse ponto é importante destacar uma postura importantíssima: crie polêmica. É imprescindível que você discorde de tudo o que já existe com relação ao tema que você está tratando (especialmente se tiver sido elaborado por órgãos públicos ligados ao governo) e tente convencer o seu leitor de que o mundo não existe, ainda que você não saiba propor uma solução alternativa para o assunto. Termine com uma conclusão vaga, que não se relaciona com nada do que você escreveu anteriormente e que, geralmente, faz uso de termos como “conscientização”, “mobilização social e profissional”, “despertar para uma nova realidade” e “tecnologias alternativas”. Arremate com uma formatação extremamente imbecil que desperdiça praticamente 50% da folha de papel com espaços em branco aparentemente sem função real e encaderne em capa dura, com o seu nome e o título do texto escritos em dourado na lombada.
Se você conseguir fazer tudo isso no prazo máximo de vinte e sete anos e oito meses, meus parabéns!!! Você já pode integrar um dos inúmeros grupos de pesquisa da sua faculdade (aqueles designados, geralmente, por siglas ridículas e sem significação real do tipo VAPT, SCRAP, FUCK, FUM, PET, PLOFT, MOM, PQP, MÃE, etc…)!!!
P.S.: Depois de escrever, formatar, imprimir e encadernar sua tese, dê uma simples folheada de quinze minutinhos para olhar as figuras (se houver) e depois coloque na estante, onde ela provavelmente ficará pelo resto da existência!
* ao som de Kazuhito Yamashita – Sonata n° 1 de Bach – Presto
hAuhauhEuhaUEuhaUHAE
que todo mundo ta sem saco esse semestre, é uma verdade. Mas acho que nem é só com projeto, me parece ser com tudo!!
a falta de noção da escola cansou todo mundo… pq apesar da grande qtidade de professores picaretas a escola suga até a última gota do nosso sangue. E no final, pra que??? pra ser uma pessoa eficiente e competitiva no mercado? (como dizem as mocréias do conforto…) Pra conseguir um bom emprego?? que mercado? que emprego? Pra que???? Se a construção existe na cidade sem a arquitetura! É só uma questão de olhar pra própria cidade, e ver que a construção informal espontânea e a especulação imobiliária, com seus edifícios CTRL+C CTRL+V, dominam a paisagem…
mas sei lá, eu enxergo certa experança na academia, apesar de não ter, em relação a arquitetura, uma repercussão tão evidente na realidade da cidade, é onde são feitas as investigações mais conscientes e críticas, e acredito que transformações também podem sair dalí.
que cara sensato esse Gabriel.
Mas acho que a crítica do Cleverson apesar de não estar explicita é justamente a imcapacidade de se aplicar muitas das coisas que são desenvolvidas nos grupos de pesquisa na “vida real para uma real mudança”.
Apesar dele ter sido um tanto quanto filho da puta ao generalizar tudo hehee, dou razão pra ele em alguns aspectos e acrescento a crítica de que o acadêmico também deveria exercer a profissão, o PROJETAR!
A criação e incorporação de referências é imprescindível ao arquiteto. sem dúvidas. E muitas dessas referencias vem de textos, pesquisas e fatos “descobertos” pelo pessoal acadêmico. Mas as vezes me parece (veja, não faço parte de nenhum grupo e DESCONHEÇO a maioria das atividades que fazem parte dos grupos e portanto falo como LEIGO), me parece que algumas pesquisas não tem o propósito de acrescentar nada a formação de arquiteto e sim de como o cleverson disse, criar cada dia mais papéis.
E o argumento de que as pesquisas podem servir como base de algum estudo, gera um ciclo vicioso. Um academico precisa pesquisar sobre alguma coisa, aí ele pega a pesquisa de um outro academico e consulta-a, referencia-a e gera uma nova pesquisa. E por ai vai.. sempre gerando novos textos.
Eu n sei se é essa a intenção, mas se for funciona muito bem e pode até ser que numa destas pesquisas nasça alguma coisa que realmente revolucione o modo de pensar dos arquitetos/estudantes e aí sim (a meu ver) justifique o tempo gasto com a pesquisa.
Raros são os que conseguem (e PODEM) intencionalmente usar em seus projetos idéias e conceitos adquiridos em pesquisas acadêmicas e ainda assim gerar uma boa arquitetura (não vou entrar em pormenores no o que é pra mim boa arquitetura). Com certeza os Rem Koolhas da vida, que sei que faz uma forte pesquisa antes de projetar, consegue passar para seus prédios muitos conceitos que não são visíveis ao leigo mas que são geniais aos olhos de outros pesquisadores e além de ser uma arquitetura que agrada os olhos, agrada também a classe mais intelectual. Só fazendo um paralelo com a música, pra mim esse tipo de arquitetura seria como a música do Chico Buarque, agrada a todos. Cada um num nível.
Mas bom, cada um faz o que quer né n?
Pra mim arquitetura continua sendo Projeto, por mais antiquado ou sei la o que que isso pareça. Sem projeto não há arquitetura e sem arquitetura não há pesquisas em arquitetura, portanto, projetemos!
Eu discordo..
Eu acho, sim, que muitas vezes o leigo não irá compreender o que vc ker passar no seu porjeto.. isto é óbvio…
mas acho q esats pesquisas te auxiliam como formas de você inusitar no objeto criado… vc tem mais referências… consegue resgatar valores do passado e aplicar em seus proejto.. não só na forma..
E, infelizmente, arquitetura é só projeto pq as faculdades insitem em manter assim… conversando com muitas pessoas no curso, todas que gostam da área de história, estão dessistindo do curso, pelo fato de sugarem ao máximo nosso tempo com projetos.. a a parte de história, só consegeu ser aprofundada com vontade própria do aluno.. partcipando de centros de pesquisa.. é uma pena, pois muitos irão para o curso de história, pelo fato de não suportarem o peso de projeto, por não ser o que querem se especializar na vida… assim, cada vez mais, arquitettos desta área são perdidos para outras a´reas mais voltadas à parte de história..
Bom, é isso.. tomara q tenha ficado claro, mas é q escrevi rapido q to afi de deitar.. tirei o cisooo!! bueee.. to lesada..
boa noite!
Quem gosta de história que vá estudar História e não encha o saco!
primeiro um comentário emocionalizado
puta que pariu cleverson! eu não imaginei que você pudesse fazer um comentário tão arrogante, pretensioso, etc etc. (bom… até imaginei, porque você é meio pretensioso mesmo, mas daí a você falar uma merda desse calibre!!!!!!
agora uma reflexão mais arrazoada.
Antes de tudo o mais, eu proponho que você busque se informar melhor sobre o papel do estudo de história na compreensão da realidade contemporânea. A história não é uma disciplina que deve ser acessada somente por um grupo minotário especializado (“Quem gosta de história que vá estudar História e não encha o saco!”), ela é fundamental numa profissão como a arquitetura para que seja possível ir além do universo da produção e do lucro a que muitas vezes se reduz a esfera da cultura contemporânea. Você parece extremamente ingênuo em uma certa confiança cega nos caminhos que nós temos tomado.
Concordo parcialmente com a crítica da falta de aplicabilidade de determinadas investigações (perigo: aparentar uma resolução do problema quando na verdade apresentam-se hipóteses, opiniões, incertezas e críticas…. há um certo risco de absorver o problema na dimensão intelectual e resolvê-lo em termos de lógica ou na contraposição de termos retóricos). Eu mesmo cheguei a estar descrente com os caminhos que eu estive tomando na vida. Mas o fato é que a exposição, o desvelamento de uma contradição, de uma problemática, isso tem um enorme valor.
E o nosso mundo sofre de problemas seríssimos ;e não é só uma questão de danos ambientais ou de outros problemas que mais cedo ou mais tarde vão atrapalhar a continuidade da produção, é um problema de raiz, no cerne, no significado que nós atribuimos a essa produção; é uma crise do espírito humano. Fundamentalmente é uma crise da arte; mas isso é discussão para ser levada a diante outra hora; vou voltar pro tema da sua “denúncia”.
A caricatura que você fez é engraçada (aliás, ótimo isso: não percamos nunca o senso de humor porque nada faz sentido sem um senso de humor) e com certeza vale para atacar alguns caminhos alienantes muitas vezes tomados por quem segue o caminho da pesquisa sem saber direito do que se trata; perigo a que, aliás, nós todos pesquisadores estamos sujeitos, e tanto mais quanto mais egoísta, imatura ou hipócrita for a nosso índole.
(só uma observação inútil: a formatação é exigida por norma da ABNT, não tem como ter menos espaço branco no papel……….)
Saindo um pouco desse campo da história para falar um pouco sobre as críticas que você fez ao MOM, e provavelmente pelo contato que teve com a Silke como sua orientadora.
Como assim o que você disse? Você realmente acredita que o problema da moradia está resolvido no Brasil?????? Como assim o tema da moradia popular já deu o que tinha pra dar?????
Fora tudo isso, a análise crítica das contradições da cultura moderna capitalista, com uso das valiosíssimas reflexões feitas por Karl Marx e mais além, isso é extremamente válido. É incômodo, OK, mas não vamos fingir que estamos vivendo em um mundo confortável.
No capítulo XV do Príncipe o Maquiavel fala uma coisa curiosa, vou citar de cabeça, distorcido pela memória mesmo: o abandono copleto das condições atuais como as coisas têm sido levadas em nome de um ideal, isso não seria o caminho que nos levaria à liberdade, mas o caminho que levaria as condiçoes atuais à sua corrupção.
Não que eu seja um grande fã do Maquiavel, eu acho a análise dele sobre o poder e sobre o uso da força muitas vezes de um nojo descomunal. Mas era uma visão realista para o tempo em que ele estava vivendo, um tempo corrupto. Coincidência: Brasil 2007. Quais são os caminhos que podem ser tomados hoje em direção à virtude? Qual é a possibilidade da ação virtuosa, a ação salvadora que pode reverter a decadência cultural. um dos tópricos que eu colocaria em primeiro lugar: é o senso de humor.
Voltando à arquitetura. Essa discussão da arquitetura flexível, isso às vezes me incomoda um pouco, parece meio hipócrita ou irreal. Qual arquitetura de fato não é flexível, quando a verdade apontada pelos próprios pesquisadores do MOM é que a produção do governo em habitação popular é toda reformulada pelos moradores (ou seja, adaptada ao seu uso, à real funcionalidade que corresonda a uma demanda social real)? O que significaria de fato proporcionar um aparato flexível para a população quando ela mesma produz com maestria a flexibilidade e o uso racional dos espaços, demonstrado nas favelas e resolvido em torno da falta de recursos e espaço, que pressionam a criatividade?
Fora isso, todo o resto das proposições, a criação de uma mídia digital que facilite o acesso a informações sobre a contrução e materiais, e estimule a auto-construção. O intuito de criar métodos de construção que possam ser apropriados pela população, utilizados em mutirões. A proposta da economia solidária, a visão da possibilidade de um grupo social organizado em torno de cooperativas ou centros de produção menores, e não grandes polos industriais (para onde estamos caminhando até não haver retorno), o uso de tecnologias de baixo impacto ambiental. ETC ETC ETC ETC ETC Como você pode dizer que todo este esforço, todo este trabalho, se resume ao empilhamento de papéis??? Seja um pouco mais humilde na sua visão das coisas.
Ninguém é prefeitamente bom, perfeitamente moral, perfeitamente virtuoso, nem mesmo você, não se engane. É claro que dentro de toda ação virtuosa de seres do nosso nível contamina-se e mescla-se um pouco de fraqueza, um pouco de perversão, de visão canhestra ou diversão egoísta (no “mal” sentido, pra não dizerem por aí que eu sou um asceta). Mas aprenda a se enxergar desta maneira também, um pouco mais sério, um pouco mais aberto consigo mesmo.
pra encerrar este capítulo. MOM – morar de outras maneiras. tem um signifaco da busca de um outro modo de viver, um modo possível. não equivale a PLOF, TUM, SOFT,
Retornando agora um pouco a essa questão da crise da arte.
Veja bem, a pesuisa não visa DE MODO ALGUM a disponibilizar “conceitos” que podem ser aplicados em projetos dos arquitetos. Isso é ridículo, isso é exatamente o que você estava criticando.
E não, não senhor archeguei. A resposta não é simplesmente vamos projetar, porque aí a gente vai criar campo de pesquisa. Faço a mesma ressalva: parece um tanto ingênuo com relação ao contexto histórico-social do mundo contemporâneo (sim, ele vai ser estudado daqui há alguma décadas ou séculos, e não ache que vai ser estudado com muita saudade não. se as coisas tiverem andado para uma direção mais feliz, nós poderemos ser exemplo de um grande perigo que quase exterminou a cultura mas não pôde).
Existe todo um passado histórico que convive conosco. Eu não sei se você chegou a notar isso, mas muitas coisas do passado estão vivas ainda hoje, elas convivem conosco, e elas demonstram outras formas de dar significado à realidade, outra cultura, outra movimentação interna do espírito. Não posso falar muito de Belo Horizonte que é um bebê, e foi construída por nosso avós. É claro que há uma diferença (compare a concepção do Funcionários com aquela do Belvedere 2, e então você vai ter uma visão bem forte da diferença que fazem algumas décadas na história). Qual é o grande perigo iminente que você parece nem desconfiar: a redução da cidade ao mecanismo da geração de lucro. Isso é papo de marxista-revoltado-com-a-vida? é claro que não. é claro que um marxista-revoltado-com-a-vida pode até distorcer os fatos para que tudo pareça coerente com a distinção d valor de uso e valor de troca desenvolvida por Marx, mas indo além disso é possível usar des-dogmaticamente destes conceitos para analisar uma situação precária: as compras de terras, loteamentos, urbanização, etc etc, não é dominada pelos cidadãos que vão utilizar daquele espaço para viver, “crescer e se multiplicar”, mas pelos agentes imobiliários que nada mais são do que pessoas em busca de fórmulas mais fáceis de fazer render a terra, de gerar o maior lucro possível. (praças, parques, espaços públicos, planejamento, escolas, hospitais….. para que serve tudo isso quando o exemplo do Belvedere 2 nos mostra que a população está disposta a comprar qualquer coisa? porque nós (sabe a quem me refiro, sem generalizar) aprendemos a viver trancafiados em espaços privados, porque nós perdemos a noção do que seja a totalidade da cidade, do que ela pode ser e foi com obra da arte e do engenho humanos.
Eu não quero entrar em discursos apocalípticos do fim da cidade. Mas o contexto de uma crise é muito óbvio, especialmente nos locais onde vive a classe média-alta (aquela que tem um parque, uma praça, uma creche, uma escola, um hospital, no pilotis do seu prédio).
etc etc etc etc
transporte publico etc etc etc etc
esgoto etc etc etc etcetc etce tcetc
se não for problema o bastante, eu ainda proponho um outro maior, que está um pouco além dessa dimensão das coisas a que damos valor, e passa pra esfera do valor que damos às coisas. Podemos observar desde já muito, a crise de valores, a crise do espírito, a crise ética, a crise da experiência, a crise da civilização ocidental, como quer que se queira chamar. A crise é uma lama no fundo do espírito, para usar termos de um conhecido eremita.
Tudo bem que o REM consifa inserir “conceitos” no pojeto dele, seja lá como isso for. tudo bem que ele consiga “agradar à classe intelectual”……e daí? o que isso significa? O que de fato é importante é o valor que dão a essas obras as pessoas que experienciam elas. Quem as experiencia, um turista? Aquele que viaja para ver a famosa obra do REM e só consegue ver ferro e vidro (porque ele mesmo já teve o seu espírito subtraído pelo adestramento televisivo ou pelos diversos meios possíveis). Ou então que se empolga como o ferro e vidro, se maxturba em frente ao prédio, lambe as vigas metálicas, tira algumas fotos e vai embora satisfeito. Aí então ele chega em casa e se esquece da obra, mas, no fim das contas, ele tem as fotografias. ah…. as fotografias, maravilhosas fotografias da famosa obra do REM. Isso é a lógica do espetáculo, mas também não quero ficar entrando muito nessa questão.
Uma pesuisa histórica nesta direção pode vir para revelar novas significações. Sem nem mesmo tocar em uma construção material, é possível ser edificante através da simples transformação do olhar (ou você vai negar a literatura de Dante a Proust, dizendo que ler é inútil porque não constrói nada?
A crise da arte vai além de todas as espetativas, porque ela é uma crise da imaginação. Cada vez menos nós temos vida interior, cada vez menos nos relacionamos com essa esfera interna e íntima que penetra o significado que damos à nossa realidade, à realidade que nós vivemos. E cada vez menos pessoas são capaz de trazer essa profundidade interior à superfície, de fazer verdadeiras obras de arte, de corporificar valores ou idéias que iluminam a vida, que dão sentido, que alegram, que movem o espírito. A imagem horrível que se apresenta na minha mente quando eu penso na nossa cultura é a imagem de um gesto eternamente estático; tudo parece muito móvel, muito fluido, mas tudo insiste sempre retornar ao Mesmo ponto, estaca zero, des-memória. Quanta confusão possível pode fazer paracer vivo aquilo que insiste em permanecer morto?
Mas eu vou sair desta esfera da poética pra não desviar muito dos objetivos da minha exposição.
Isso não há de ser levado tão a sério. São meramente direções, apontamentos, não é algo absoluto (nunca é absoluto, é a história de homens, este discuros é a história de homens). Se tudo isso te parece muito abstrato, se você quer tomar simplesmente um objetivo concreto, algo pragmático com que se ocupar, pense em fazer do seu exercício profissional motivo de alegria, de senso de humor, de leveza. As armadilhas são muitas e você é esperto o suficiente. Cuidado com o seu orgulho. às vezes eu me sinto identificado com você, na verdade, com essa arrogância, como se houvesse uma real necessidade de você metralhar tudo com o pensamento para se sentir bem, como se fosse preciso renegar os grupos de pesquisa, renegar as aulas de conforto, renegar as aulas de projeto, tirar tudo que pode pesar o seu caminho ,para que você possa se sentir leve, sentir que tem espaço para você. Não quero dar uma de conselheiro, mas já que já estou dando…. eu estou aprendendo muito através do gesto da reverência. Todo esforço na busca do bem e da felicidade deve ser reverenciado, especialmente se parte de um esforço altruista de ajudar outras pessoas.
O gesto da reverência é o caminho da humildade. e é ao mesmo tempo o gesto que reencontra valor nas coisas, que dignifica a existência, que reencontra o gosto e a felicidade do espírito.
Já dei muitas voltas. mas agora a sigla PET: significa Programa de Educação Tutorial. Ou seja, um programa que visa à formação através do apoio ofereceido por tutores.
A maior parte do que fazemos não tem aplicabilidade imediata. Você não pode pegar uma pilha de papéis e construir uma casinha. Mas isto pouco importa. Ninguém nunca fez uma casa empilhando livros, mas já se imaginou outras formas possíveis de viver a partir da cultura que fermenta na literatura, quer de cunho científico ou poético.
A idéia, como afirma o nome, é a formação, o grupo visa ao objetivo de uma educação no sentido mais completo. Não se trata de um treino para determinada tarefa, como calcular a altura de uma viga ou o diâmetro das barras de aço aque a atravessam ou etc etc. Trata-se de um desenvolvimento do pensamento, de uma capacidade mais ampla de ver as coisas, e principalmente da autonomia de pensamento, a capacidade de ser um ser livre pensante (nós todos somos, no fim, mas não sabemos ainda usar esta capacidade de forma completa).
Falando da minha experiência pessoal, eu te afirmo com veemência que tudo aquilo que eu me esforcei para alcançar estando inserido no grupo de pesquisa frutificou em grande crescimento e amadurecimento. Eu reverencio este grupo.
um covite: o PET arquitetura agora está em associação com o pessoal do PET filosofia. a partir do próximo encontro do grupo d estudos, as reuniões são abertas, como indicações de leitura e apresentação de texto do João Gabriel, da filosofia, acho que com base num texto do Guy Debord.
Mesmo que você ache que pesquisar não serve para nada, eu recomendo que você ganhe o hábito de ler coisas que vão além daquilo que está programado no currículo, para que seja possível uma visão mais aberta das coisas, e para que vocêse livre do perigo de se alienar e de imecilizar a experiência
agora uma reflexão mais arrazoada.
Antes de tudo o mais, eu proponho que você busque se informar melhor sobre o papel do estudo de história na compreensão da realidade contemporânea. A história não é uma disciplina que deve ser acessada somente por um grupo minotário especializado (”Quem gosta de história que vá estudar História e não encha o saco!”), ela é fundamental numa profissão como a arquitetura para que seja possível ir além do universo da produção e do lucro a que muitas vezes se reduz a esfera da cultura contemporânea. Você parece extremamente ingênuo em uma certa confiança cega nos caminhos que nós temos tomado.
Concordo parcialmente com a crítica da falta de aplicabilidade de determinadas investigações (perigo: aparentar uma hipotética resolução do problema quando na verdade apresentam-se hipóteses, opiniões, incertezas e críticas…. há um certo risco de absorver o problema na dimensão intelectual e resolvê-lo em termos de lógica ou na contraposição de termos retóricos). Eu mesmo cheguei a estar descrente com os caminhos que eu estive tomando na vida. Mas o fato é que a exposição, o desvelamento de uma contradição, de uma problemática, isso tem um enorme valor.
E o nosso mundo sofre de problemas seríssimos ;e não é só uma questão de danos ambientais ou de outros problemas que mais cedo ou mais tarde vão atrapalhar a continuidade da produção, é um problema de raiz, no cerne, no significado que nós atribuimos a essa produção; é uma crise do espírito humano. Fundamentalmente é uma crise da arte; mas isso é discussão para ser levada a diante outra hora; vou voltar pro tema da sua “denúncia”.
A caricatura que você fez é engraçada (aliás, ótimo isso: não percamos nunca o senso de humor porque nada faz sentido sem um senso de humor) e com certeza vale para atacar alguns caminhos alienantes muitas vezes tomados por quem segue o caminho da pesquisa sem saber direito do que se trata; perigo a que, aliás, nós todos pesquisadores estamos sujeitos, e tanto mais quanto mais egoísta, imatura ou hipócrita for a nosso índole.
(só uma observação inútil: a formatação é exigida por norma da ABNT, não tem como ter menos espaço branco no papel……….)
Saindo um pouco desse campo da história para falar um pouco sobre as críticas que você fez ao MOM, e provavelmente pelo contato que teve com a Silke como sua orientadora.
Como assim o que você disse? Você realmente acredita que o problema da moradia está resolvido no Brasil?????? Como assim o tema da moradia popular já deu o que tinha pra dar?????
Fora tudo isso, a análise crítica das contradições da cultura moderna capitalista, com uso das valiosíssimas reflexões feitas por Karl Marx e mais além, isso é extremamente válido. É incômodo, OK, mas não vamos fingir que estamos vivendo em um mundo confortável.
Uma crítica é possível e eu acho interessante
No capítulo XV do Príncipe o Maquiavel fala uma coisa curiosa, vou citar de cabeça, distorcido pela memória mesmo: o abandono completo das condições atuais como as coisas têm sido levadas em nome de um ideal, isso não seria o caminho que nos levaria à liberdade, mas o caminho que levaria as condiçoes atuais à sua corrupção.
Não que eu seja um grande fã do Maquiavel, eu acho a análise dele sobre o poder e sobre o uso da força muitas vezes de um nojo descomunal. Mas era uma visão realista para o tempo em que ele estava vivendo, um tempo corrupto. Coincidência: Brasil 2007. Quais são os caminhos que podem ser tomados hoje em direção à virtude? Qual é a possibilidade da ação virtuosa, a ação salvadora que pode reverter a decadência cultural. um dos tópicos que eu colocaria em primeiro lugar: o senso de humor, especialidade da casa
Voltando à arquitetura. Essa discussão da arquitetura flexível, isso às vezes me incomoda um pouco, parece meio irrealista. Qual arquitetura de fato não é flexível, quando a verdade apontada pelas próprias pesquisas é que a produção do governo em habitação popular é toda reformulada pelos moradores (ou seja, adaptada ao seu uso, à real funcionalidade que corresonda a uma demanda social real)? O que significaria de fato proporcionar um aparato flexível para a população quando ela mesma produz com maestria a flexibilidade e o uso racional dos espaços, demonstrado nas favelas e resolvido em torno da falta de recursos e espaço, que pressionam a criatividade?
Além daquela questão da negação do desenho, mas isso é complicado e eu não quero discutir muito não, mas também me parece meio falacioso, tanto nas fontes históricas deste discurso quanto na análise do contexto contempoâneo.
Fora isso, todo o resto das proposições, a criação de uma mídia digital que facilite o acesso a informações sobre a contrução e materiais, e estimule a auto-construção. O intuito de criar métodos de construção que possam ser apropriados pela população, utilizados em mutirões. A proposta da economia solidária, a visão da possibilidade de um grupo social organizado em torno de cooperativas ou centros de produção menores, e não grandes polos industriais (para onde estamos caminhando até não haver retorno), o uso de tecnologias de baixo impacto ambiental. ETC ETC ETC ETC ETC Como você pode dizer que todo este esforço, todo este trabalho, se resume ao empilhamento de papéis??? Seja um pouco mais humilde na sua visão das coisas.
Ninguém é prefeitamente bom, perfeitamente moral, perfeitamente virtuoso, nem mesmo você, não se engane. É claro que dentro de toda ação virtuosa de seres do nosso nível contamina-se e mescla-se um pouco de fraqueza, um pouco de perversão, de visão canhestra ou diversão egoísta (no “mal” sentido, pra não dizerem por aí que eu sou um asceta). Mas aprenda a se enxergar desta maneira também, um pouco mais sério, um pouco mais aberto consigo mesmo.
pra encerrar este capítulo. MOM – morar de outras maneiras. tem um signifaco da busca de um outro modo de viver, um modo possível. não equivale a PLOF, TUM, SOFT,
Retornando agora um pouco a essa questão da crise da arte.
Veja bem, a pesquisa não visa DE MODO ALGUM a disponibilizar “conceitos” que podem ser aplicados em projetos dos arquitetos. Isso é ridículo, isso é exatamente o que você estava criticando.
E não, não senhor archeguei. A resposta não é simplesmente “vamos projetar, porque aí a gente vai criar campo de pesquisa”. Faço a mesma ressalva: parece um tanto ingênuo com relação ao contexto histórico-social do mundo contemporâneo (sim, ele vai ser estudado daqui há alguma décadas ou séculos, e não ache que vai ser estudado com muita saudade não. se as coisas tiverem andado para uma direção mais feliz, nós poderemos ser exemplo de um grande perigo que quase exterminou a cultura mas não pôde).
Existe todo um passado histórico que convive conosco. Eu não sei se você chegou a notar isso, mas muitas coisas do passado estão vivas ainda hoje, elas convivem conosco, e elas demonstram outras formas de dar significado à realidade, outra cultura, outra movimentação interna do espírito. Não posso falar muito de Belo Horizonte que é um bebê, e foi construída por nosso avós. É claro que há uma diferença (compare a concepção do Funcionários com aquela do Belvedere 2, e então você vai ter uma visão bem forte da diferença que fazem algumas décadas na história). Qual é o grande perigo iminente que você parece nem desconfiar: a redução da cidade ao mecanismo da geração de lucro. Isso é papo de marxista-revoltado-com-a-vida? é claro que não. é claro que um marxista-revoltado-com-a-vida pode até distorcer os fatos para que tudo pareça coerente com a distinção do valor de uso e valor de troca desenvolvida por Marx, mas indo além disso é possível usar des-dogmaticamente destes conceitos para analisar uma situação precária: as compras de terras, loteamentos, urbanização, etc etc, não é dominada pelos cidadãos que vão utilizar daquele espaço para viver, “crescer e se multiplicar”, mas pelos agentes imobiliários que nada mais são do que pessoas em busca de fórmulas mais fáceis de fazer render a terra, de gerar o maior lucro possível. (praças, parques, espaços públicos, planejamento, escolas, hospitais….. para que serve tudo isso quando o exemplo do Belvedere 2 nos mostra que a população está disposta a comprar qualquer coisa? porque nós (sabe a quem me refiro, os mais ou menos endinheirados, sem generalizar) aprendemos a viver trancafiados em espaços privados, porque nós perdemos a noção do que seja a totalidade da cidade, do que ela pode ser e foi com obra da arte e do engenho humanos.
Eu não quero entrar em discursos apocalípticos do fim da cidade. Mas o contexto de uma crise é muito óbvio, especialmente nos locais onde vive a classe média-alta (aquela que tem um parque, uma praça, uma creche, uma escola, um hospital, no pilotis do seu prédio).
etc etc etc etc
transporte publico etc etc etc etc
esgoto etc etc etc etcetc etce tcetc
se não for problema o bastante, eu ainda proponho um outro maior, que está um pouco além dessa dimensão das coisas a que damos valor, e passa pra esfera do valor que damos às coisas. Podemos observar desde já muito, a crise de valores, a crise do espírito, a crise ética, a crise da experiência, a crise da civilização ocidental, como quer que se queira chamar. A crise é uma lama no fundo do espírito, para usar termos de um conhecido eremita.
Tudo bem que o REM consiga inserir “conceitos” no pojeto dele, seja lá como isso for. tudo bem que ele consiga “agradar à classe intelectual”……e daí? o que isso significa? O que de fato é importante é o valor que dão a essas obras as pessoas que experienciam elas. Quem as experiencia, um turista? Aquele que viaja para ver a famosa obra do REM e só consegue ver ferro e vidro (porque ele mesmo já teve o seu espírito subtraído pelo adestramento televisivo ou pelos diversos meios possíveis). Ou então que se empolga como o ferro e vidro, se maxturba em frente ao prédio, lambe as vigas metálicas, tira algumas fotos e vai embora satisfeito. Aí então ele chega em casa e se esquece da obra, mas, no fim das contas, ele tem as fotografias. ah…. as fotografias, maravilhosas fotografias da famosa obra do REM. Isso é a lógica do espetáculo, mas também não quero ficar entrando muito nessa questão.
Uma pesuisa histórica nesta direção pode vir para revelar novas significações. Sem nem mesmo tocar em uma construção material, é possível ser edificante através da simples transformação do olhar (ou você vai negar a literatura de Dante a Proust, dizendo que ler é inútil porque não constrói nada?
A crise da arte vai além de todas as espetativas, porque ela é uma crise da imaginação. Cada vez menos nós temos vida interior, cada vez menos nos relacionamos com essa esfera interna e íntima que penetra o significado que damos à nossa realidade, à realidade que nós vivemos. E cada vez menos pessoas são capaz de trazer essa profundidade interior à superfície, de fazer verdadeiras obras de arte, de corporificar valores ou idéias que iluminam a vida, que dão sentido, que alegram, que movem o espírito. A imagem horrível que se apresenta na minha mente quando eu penso na nossa cultura é a imagem de um gesto eternamente estático; tudo parece muito móvel, muito fluido, mas tudo insiste sempre retornar ao Mesmo ponto, estaca zero, des-memória. Quanta confusão possível pode fazer paracer vivo aquilo que quer ser cada vez mais morto?
Mas eu vou sair desta esfera da poética pra não desviar muito dos objetivos da minha exposição.
Isso não há de ser levado tão a sério. São meramente direções, apontamentos, não é algo absoluto (nunca é absoluto, é a história de homens, este discuros é a história de homens). Se tudo isso te parece muito abstrato, se você quer tomar simplesmente um objetivo concreto, algo pragmático com que se ocupar, pense em fazer do seu exercício profissional motivo de alegria, de senso de humor, de leveza. As armadilhas são muitas e você é esperto o suficiente. Cuidado com o seu orgulho. às vezes eu me sinto identificado com você, na verdade, com essa arrogância, como se houvesse uma real necessidade de você metralhar tudo com o pensamento para se sentir bem, como se fosse preciso renegar os grupos de pesquisa, renegar as aulas de conforto, renegar as aulas de projeto, tirar tudo que pode pesar o seu caminho ,para que você possa se sentir leve, sentir que tem espaço para você. Não quero dar uma de conselheiro, mas já que já estou dando…. eu estou aprendendo muito através do gesto da reverência. Todo esforço na busca do bem e da felicidade deve ser reverenciado, especialmente se parte de um esforço altruista de ajudar outras pessoas.
O gesto da reverência é o caminho da humildade. e é ao mesmo tempo o gesto que reencontra valor nas coisas, que dignifica a existência, que reencontra o gosto e a felicidade do espírito.
Já dei muitas voltas. mas agora a sigla PET: significa Programa de Educação Tutorial. Ou seja, um programa que visa à formação através do apoio ofereceido por tutores.
A maior parte do que fazemos não tem aplicabilidade imediata. Você não pode pegar uma pilha de papéis e construir uma casinha. Mas isto pouco importa. Ninguém nunca fez uma casa empilhando livros, mas já se imaginou outras formas possíveis de viver a partir da cultura que fermenta na literatura, quer de cunho científico ou poético.
A idéia, como afirma o nome, é a formação, o grupo visa ao objetivo de uma educação no sentido mais completo. Não se trata de um treino para determinada tarefa, como calcular a altura de uma viga ou o diâmetro das barras de aço aque a atravessam ou etc etc. Trata-se de um desenvolvimento do pensamento, de uma capacidade mais ampla de ver as coisas, e principalmente da autonomia de pensamento, a capacidade de ser um ser livre pensante (nós todos somos, no fim, mas não sabemos ainda usar esta capacidade de forma completa).
Falando da minha experiência pessoal, eu te afirmo com veemência que tudo aquilo que eu me esforcei para alcançar estando inserido no grupo de pesquisa frutificou em grande crescimento e amadurecimento. Eu reverencio este grupo.
um covite: o PET arquitetura agora está em associação com o pessoal do PET filosofia. a partir do próximo encontro do grupo de estudos, as reuniões são abertas, com indicações de leitura e apresentação de texto do João Gabriel, da filosofia, acho que com base num texto do Guy Debord.
Mesmo que você ache que pesquisar não serve para nada, eu recomendo que você ganhe o hábito de ler coisas que vão além daquilo que está programado no currículo, para que seja possível uma visão mais aberta das coisas, e para que vocêse livre do perigo de se alienar e de imbecilizar a experiência
observação: a segunda vez que eu mandei tem correção de português mais ou menos e umas modificações pequenas. leia a segunda, e se tiver ânimo leia também a primeira pra conferir os trechos em que eu fiz mudanças… se estiverem animados.
No raio do blog do Cleverson não tem como apagar mensagem.
outro detalhe: não quero dizer que os projetos do REM KOOLHAS sejam ruins. Não me entendam dessa maneira. É um arquiteto competente, com certeza, a minha afirmação foi meio exagerada. O que eu estou falando é do empobrecimento da experiência, mesmo que haja “boa” arquitetura no sentido de uma arquitetura eficiente, o buraco é mais em baixo, e o problema real sempre deve ser visto na ordem do contexto urbano como um todo, mais do que na análise de obras específicas em sua espetacularidade, monumentalidade, beleza, lucralidade, fotografilibilidade ou quer que seja isso como significações positivas ou negativas.
então. quer isso tudo tenha sido convincente ou não para a sua mente. a pesquisa tem um valor como construção do pensamento. se você não acredita no pensamento ou não acredita que o pensamento pode transformar o mundo dos homens (já que tudo já está pronto, na desmemória da ação mecânica), então a pesquisa não pode mesmo servir para objetivo nenhum.
abraço
Arquitetos projetam. Fim de papo.
Vc está com dor de cotovelo ou buscando peblicidade para o seu futuro escritório MRV bem sucedido?
ERRATA: é publicidade, não plebicidade
Cleverson,
Arquiteto projeta mesmo … agora gente que pensa como você só desenha! Existe uma diferença enorme entre projetar e desenhar e eu acho que não preciso de explicar isso pra você que sabe tanto de arquitetura assim né?
Então continue a desenhar bastante …. quem sabe mesmo você nem precise de ir na aula mais pra virar um “arquiteto”, já que julga que os acadêmicos não servem pra nada!
Eu, com muito orgulho, contei com esses grandes profissionais que são os nossos professores para virar uma arquiteta. E acredite, quando começo a fazer os projetos que agora são realmente construidos é justamente a essas referências que eu volto.
espero que você pense melhor sobre o assunto!
Que tipo de mercado vc acha q vai encontrar quando sair da faculdade, amigo? Encare a realidade, o mercado de quem não tem casa é provável mente muito maior do que os que já tem. A não ser que vc tenha algum parentesco próximo com Gustavo Pena. Será que procurar locuções pra problemas reais não é instigante? Pode não ser o mais fácil, ne? Pois é muito mais divertido sentar na prancheta e viajar nas formas… ah a forma… o monumento, as artes plásticas… vc parece realmente desmotivado talvez tenha escolhido o curso errado.
Sobre os grupos de pesquisa bem se ver que vc escreve bem, tem boa argumentação e capacidade de persuasão, mas não sabe nada do que esta falando, então podemos desconsiderar.
PS: Um dos nomes que conheço para aquelas pessoas que, na falta de algo produtivo a fazer, começam a procurar mecanismos pra preencher o tempo vago é BLOG.
Saudações
um abraço pra o Luis
Peret
Uma pessoa tão ignorante como essa só poderia ter uma coisa minha:
MEU DESPREZO
acho perca de tempo comentar mais aqui
acho que é justamente que ele quer publicidade para si, pois quem o já viu ao menos de vista percebeu que trata-se de um pseudo revoltado. mas que na verdade nao passa de um individuo carente de informação.
uma lastima a nossa Universidade, pois um centro de conhecimento como é a UFMG deveria banir tais pessoas. Só um conselho. vai pra uma escola particular seu aspirante a arquiteto( pq esse titulo vc nao merece nem quando morrer) de merda!
É… comentários como este último realmente demonstram como um dedinho na ferida pode despertar reações deveras adversas. Cuidado, amigo… Quem apela perde a razão, ou, como diria minha avó: “Quem apela sai da panela!”.
Só pra constar… é “perda” e não “perca”. Grato.
Tipicamente petiano… Escrever em milhões de caracteres o que se pode dizer em duas linhas de texto.
Mais uma prova da inutilidade dos grupos de pesquisa… pagos pra escrever, não sabem nem fazer isso…
Opa… isso aí em cima não fui eu quem mandou não hein….
“acho perca de tempo comentar mais aqui”
Puta que pariu. aposto que era da UNA
Na verdade eu acho o cléverson até comedido e educado em suas criticas… Eu não seria tão gentil… Mas agora não estou com muito estomago para discutir essas mesquinharias, apesar de me enojar essa postura ridicula pseudo-intelectual que não passa de uma massagem de um ego inflado e pretensioso…
Ei, “O critico”… meu nome não tem acento não…
Me fode, mas não esculhamba, po!
QUEM APELA É POR QUE TEM CULPA NO CARTÓRIO. AWAY!
Para no comments:
Pela ultima vez que fiquei sabendo, arquiteto é quem projeta e constrói, e não aquele que fica conjecturando sobre o “Eu” a “Subjetividade na arquitetura pós-industrial” ou qualquer merda pseudo-intelectual que se produza. Não sei quem é vc, mas tenho a impressão que essa figura hedionda que você ataca é mais merecedor do título de “Arquiteto” que você.
Em tempo: o PET não pesquisa, faz leitura comentada!
Paula:
“PS: Um dos nomes que conheço para aquelas pessoas que, na falta de algo produtivo a fazer, começam a procurar mecanismos pra preencher o tempo vago é BLOG.”
Pelo visto você tem MUITO de produtivo o que fazer né?
heheh…que lazer:
“o PET não pesquisa, faz leitura comentada!”.
Sr. O critico, pq vc não faz uma pesquisa sobre isso? É um tema tão crítico…
E passa lá no PET um dia desses que eu te mostro a minha leitura comentada.
Aí “O Crítico”!
Ganhou!!!
hahaha
essa Lígia é msm uma menina de ouro
Imagino que sejam inutilidades tais como revisões bibliograficas em temas já repisados de coisas que cerrtamente não vão mudar minha vida! Pois eh! Por isso não perco meu tempo com vc!
Que diferença vc faz!
Agora fala assim:
“gentalha! gentalha! brrrrrr”
Ai gente! Isso tá no mínimo …. divertido!
Gostaria de dizer às pessoas que acreditam que a arquitetura se resume a projeto, que seria interessante que elas SE INFORMASSEM mais a respeito de sua própria profissão. Essa visão eu tinha antes de entrar na arquitetura, e é assim que a maioria das pessoas (chamados “leigos”) pensam – e é por isso que nossa profissão está desvalorizada. Já ouvi muita gente dizer: “arquiteto faz o que? FAZ PLANTA?” “eu estou precisando de um arquiteto pra DESENHAR minha casa” etc etc etc.
Se o projetar for “projetar e pronto”, então é como a Gabi disse: será apenas desenhar… Simplesmente porque PROJETAR NÃO É APENAS PROJETAR. Há diversos fatores a serem levados em consideração na hora de se fazer um projeto, inclusive o CONTEXTO HISTÓRICO. Cito ainda o contexto social e a questao do meio ambiente, sim, (já que foi mencionado e criticado acima), além de muitas outras questoes urbanas em geral… Desconsiderar tudo isso na hora de projetar chama-se ALIENAÇÃO.
Aí então o curso de arquitetura se tornou meramente FAZER PLANTA mesmo. Então o arquiteto será lamentavelmente o cara que FAZ A PLANTA da casa dos outros…E pra fazer isso desse jeito, sinceramente, sequer é preciso de um arquiteto, haja vista que maior parte da população já faz por si mesma. Ou contrata um engenheiro, que é o cara que não leva nada disso em consideração, e faz direitinho os desenhos.
Sabe. Quando eu vi a arquitetura por essa ótica, “fazer planta da casa dos outros”, eu quis até desistir do curso, ainda no 2o período. Aí descobri O QUE REALMENTE É ARQUITETURA: uma profissao INTERDISCIPLINAR, da área de CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS. Voces já pensaram o que isso significa? No minimo quer dizer que envolve a antropologia, a sociologia, a filosofia e, sim, a historia. Mas infelizmente essas materias foram cortadas do curriculo da ufmg, e os estudantes perderam a oportunidade de COMPREENDER O REAL SENTIDO de se atuar em ciencias sociais aplicadas, e a grande oportunidade de APRENDER A PENSAR…
O arquiteto tem um papel importante na organização da cidade. Não é só sair fazendo projetos OBRAS DE ARTE. Muito menos sair desenhando.
Mas diante disso tudo então eu pergunto: QUAIS AS CONSIDERAÇÕES QUE VCS FAZEM NA HORA DE PROJETAR?? Se vcs não levam isso tudo em consideração, devem considerar alguma coisa. Ou então voltamos à mesma questão: projetar é desenhar? O QUE É PROJETAR??? Gostaria muito que vcs respodessem a essas perguntas.
Outra coisa. Eu gostaria sinceramente de indicar aos criticos dos grupos de pesquisa que procurassem se informar melhor antes de critica-los. Nem que seja PARA PODER CRITICA-LOS MAIS, se assim quiserem. Mas ao menos que sejam críticas COERENTES. Pois, falando-se em siglas, a exemplo do MOM, do HBH, do RSV e do PET, eu vejo que são feitas muitas outras coisas além de escrever e escrever. Pesquisar também não é só escrever. Informem-se sobre o que realmente acontece nos grupos de pesquisa, o que é realmente pesquisar. Voces deviam dar uma olhada no que é feito, de repente vcs SE SURPREENDEM.
Inclusive, Cleverson, de repente vc acha coisas interessantes no curso, e deixa de estar DE SACO CHEIO DA FACULDADE… ;o)
E digo isso tudo com muito carinho mesmo, pra vcs aproveitarem toda essa discussao para aprenderem alguma coisa, ao inves de só brincar de se atacarem. Afinal, imagino que seja essa a proposta da discussao: gerar aprendizado… E também o objetivo da faculdade.
em tempo: a expressao “fazer planta” incluiu todos os demais desenhos, bi e tridimensionais. é uma expressao simbolica pra representar o que se pensa da arquitetura por ai. e não me refiro só aos leigos mais.
Que a pesquisa tem seu valor, é indiscutível. Se continuarmos repetindo a mesma coisa aqui, eu estarei falando “cu” e vcs estarão falando “porção final do córtex posterior do tubo digestivo”.
O que eu acho que ninguém até agora percebeu é que minha crítica não é direcionada AOS GRUPOS DE PESQUISA em si. O problema são os temas de pesquisa que não encontram aplicabilidade na vida real, será que agora vocês entenderam? Se precisar, eu desenho… já que é isso que, segundo alguns, penso eu ser a função do arquiteto.
A propósito, Raquel… muito grato por ter sido CIVILIZADA no seu comentário, ao contrário de uns e outros “intelectuais” que já passaram por aqui hoje… vc brilhou! Estrelinha pra vc!
Também acho que isso aqui tá divertidissimo! Ver a reação de vcs é otimo!
É só pisar no calo que a gente ve as reaçoes histéricas mais engraçadas! Depois de ver vcs criticando a tudo e todos, é otimo ver como vcs reagem mal a criticas que os outros fazem! Noffffsa, de repente, ao ver seu mundinho ruindo diante de uma critica extremamente bem humorada e embasadissima aprontam AQUELE escandalo, como se isso fosse mudar o fato de que os grupos de pesquisa são realmente inuteis!
Lanchinhos da tarde interminaveis, cpu ligado direito no MSN com aqueles papinhos legais, pessoal que sai as 5 da tarde! Beleza!!! É a vida que eu sempre quis. Antes de criticarem os funcionarios pelo corpo mole é bom olhar pro prorio umbigo!
Pesquisas, todas inuteis. Mesmo que lidem com problemas reais, são sempre acompanhadas com um ranço ideologico absurdamente fétido, que por sinal acabam por distorcer a realidade e aplicabilidade da coisa, desconsiderando mtas vezes coisas importantissimas. Além disso não se publica nada do que é produzido! Ninguem sabe de p.n. que acontece na faculdade à tarde, e mesmo que tenha a mínima curiosidade de saber (o que é raro pois as pesquisas tem temas irrelevantes na maioria), muitas das vezes não vai conseguir entender, porque as pesquisas teoricas são extremamente mal formuladas, que nem aquele texto do Luis, que escreve escreve escreve escreve mas naum chega a lugar algum! Além disso, não vejo em nenhum site ou revista de arquitetura, nem mesmo no vitruvius, texto de algum grupo de pesquisa! Não há publicação em lugar algum do que está sendo produzido, apesar dos esforços de poucos grupos tais como o morto-vivo LAGEAR e o MOM, de disponibilizar o que fazem na internet. Atitude louvavel, mas por sinal passiva e igualmente inutil: que pobre que saber que existe um site pra aprender de tecnicas de auto-construção?
Alias, impressionante como vive-se de ego nesse meio academico! Basta ficar meia hora na EA pra perceber o nivel de histeria a que esse conflito de egos chegou. A começar pela guerra de departamento que vive essa escola. Um querendo comer o cu do outro por razões que eles não devem mais se lembrar, e quase sempre, por mesquinharia: “Ah, pq vc me desprestigiou naquela banca, vou fuder com vc pro resto da sua vida até eu não aguentar mais!”, sempre atitudes infantiloides, de quem não quer tocar na ferida e joga a culpa no outro.
Não se pode fazer criticas que os outros caem de pau em vc. Caso mais explicito eh esse do cleverson, que falou um punhado de verdades em tom debochado e engraçadissimo, ae numa reação infantil, o bando de egos magoadinhos vem pra atacar ele! Aqueles que se dizem “tolerantes” e “cabeças abertas” são os primeiros que não leem as coisas direito e saem com tochas pra queimar o sujeito que pensa diferente. É assim com os professores, é assim com os alunos também… É pretensão demais pra um bando de aluno que logo depois que formar ou vai ter que engolir td que tá falando e pensando pra sobreviver ou nem mesmo trabalhar com arquitetura pq não tem estomago ou mesmo competência pra sobreviver fora da faculdade. E da-lhe as mamas do governo novamente, dando abrigo a um monte de rebelde sem causa pra formar mais uma geração de fracassados!
É muito facil se criticar quando está fora do mercado ou da faculdade, mas o imbecil de quem não gosto mto mas tenho que admitir, esteve dentro dessa punhetagem que é a pesquisa e extensão da EA e também no mercado. Agora eu desafio qquer pessoa que critica de dentro de algum grupo de pesquisa se já viu algum peão trabalhando (fora das aulas de técnicas), já viu fundação, estaqueamento, se sabe o que é um radieu e viu um sendo feito, se sabe a respeito das diferenças entre materiais entre outras coisas que vc só aprende ou indo em obra ou mexendo com projeto executivo.
Bem, se vc não sabe nem dessa parte técnica nem do dia a dia e do processo de construção, foi mal, mas sua critica é nula e merece ser sumariamente desconsiderada. Pq arquitetura no fim das contas eh uma obra civil, e o processo de execução é infinitamente mais importante que qualquer conceitozinho ridiculo que se queira imbutir ao projeto. Não estamos no “Maravilhoso mundo das EA”, onde é só falar de “baudrillard e a imaterialidade do mundo contemporaneo” ou qualquer baboseira desse tipo, e mostrar suas ideias “geniais e inovadoras” que vc passa com A, um beijo molhado da professora e uma estrelinha.
Vocês não vão mudar o mundo, suas obras não vão para eternidade, vocês não são genios! Afinal, o maximo que vcs vão fazer vai ser a casinha de cachorro do sitio do seu pai, marido, irmão…
Falei demais, mas diferentemente do Luis aí em cima, espero ter sido mais consistente, mesmo que com uma linguagem mais tosca. Concluo dizendo q todo o dinheiro que eh gasto pelo CNPq e outras instituições de pesquisa em arquitetura devia ser dado pra educação básica, que seria melhor empregado!
Espero continuar sendo mais mala, idiota, sacana, filho da puta com todo mundo, pq no fim das contas td mundo aqui, inclusive eu, é otario, de ter levado uma brincadeira tão idiota a sério.
pois eh! nem quis criticar a raquel pq ela foi a mais racional aqui… nem mereceu com que eu caisse pra baixaria!
Acima de qualquer coisa, meu negocio eh bla bla! Falo tudo e sempre tenho a razao. Falo, pq nunca fiz nada mto concreto. Alias, concreto eh aquele negocio cinza que eu li nos livros e serve nas estruturas? Deve ser! Mesmo nao sabendo quanto custa um saco de cimento ou pesa uma lajota. Fazer um projeto de custo popular ao inves de conceito popular. Mesmo nao sabendo quanto custa mudar o mundo. EH PAPAI QUE PAGA MINHAS CONTAS. Meu salario da bolsa ou do estagio eu entrego a caridade. Sou tao digno que nunca vou precisar de dinheiro sujo pra viver, fumar meu baseado, ver akele filme cult e tirar onda ou trocar meu velho all star.
Droga! Nao vou em nenhum ENEA esse ano para dizer que fiz turismo barato, beber tudo e dar pra todos!
Bom, oq vale mesmo sao as minhas ideias sobre o mundo e como eu acho que ele deveria ser. Robei de uns autores tao pseudo-intelectuais quanto eu e de discursoes com meu companheiros que pensam assim tambem. Claro, tudo dentro das normas da ABNT e dentro de uma briga velada de Egos.
Ainda vou ser famoso, escrever livros, projetar edificios de referencia e o mais obvio: mudar o mundo! Eu! Eu! Talvez alguns coleginhas que copartilham do mesmo pensamento. No nosso escritorio!
Eu sou o tal! Tenho ate estilo proprio. O meu carro eh um Focus!
Ta bom! Arquitetura eh futil atua. Tentamos dar algum sentido a ela nesse mundo e, principalmente, a nos! O mundo nao pararia se faltasse arquitetos. Jah descobri isso e foi foda.
Fui fazer pesquisa pra ver se eles precisariam de mim de algum forma. Quem sabe alguma grande empresa me acha e vendo todos os cliches que reproduzi? Nao, quase nunca da certo.
Melhor, vou me vender pro mercado mesmo. Carrego alguma ideologia e tento usar algum dia. Quem sabe? Porra nenhuma!
Meninas e meninos da ufmg, vcs brilham! Gozando com o pau dos outros, nao pagando conta alguma, fingindo que trabalham ou pesquisam em meio-horario, tirando onda que sao melhores uns dos outros, vivendo e aprendendo a doce arquitetura!
Terapia de grupo?
Cleverson, agora sim você deixou mais claro o que pensa a respeito dos grupos de pesquisa! Fiquei menos preocupada agora e realmente me desculpe pelo tom anterior! Eu entendi o ponto central da sua crítica e não vou dizer que o problema da aplicabilidade dos temas não existe, pq ele existe e é um fato!
Quanto as dores de cotovelo e os pisões nos calos, eu deixo isso pros psicólogos e pro Dr Sholl resolver! Ou então o nosso amigo crítico pode resolver tb já que foi ele que criou o termo científico!
Acho que a Raquel inclusive foi muito lúcida nas observações que fez! Mais uma estrelinha pra ela!
Agora aos demais interessados!
Então, já que estamos discutindo sobre esse problema da distancia teoria/pratica resolvi escrever mais um pouco. Pra começar eu não acho que os temas em si das pesquisas desenvolvidas lá na escola sejam irrelevantes, o principal problema que ocorre é que elas não tem um saida … uma válvula de escape porque simplesmente a maioria dos estudantes que hoje estão lá não se interessam em estudar arquitetura.
E quando eu falo estudar não é só ficar lendo livro de história não, é tb ver livros dos arquitetos, estudar a fundo os projetos, até mesmo consultar catálogo de materiais, ir na loja de material de construção, conversar com os pedreiros na obra… isso tb é estudar arquitetura. Posso dizer que aprendi muito de arquitetura descendo os milhões de livros da estante da biblioteca e também batendo papo com marceneiro, carpinteiro e todas essas pessoas que ajudam os nossos projetos a serem realizados! Tá ai uma característica indiscutível para um bom arquiteto: ser curioso!
E não adianta mesmo os pesquisadores ficarem lá em suas salas escrevendo se o assunto não chega até a mesa da cantina ou então não anda pelos corredores. Adianta menos ainda se os alunos só entram na escola com o ipod no ouvido e saem do mesmo jeito corrido e despreocupado com o mundo que os cerca, entenderam? Não estou falando que o problema é só dos pesquisadores e muito menos só dos estudantes, a culpa pela teoria não encontrar resposta prática é dos dois! Porque uma parte da pesquisa fica mesmo na universidade, mas o conhecimento que ela produz deve sair pro mercado através dos estudantes que se formam, é um ciclo de renovação das idéias na prática. Agora uma coisa, tb fica impossível sair agarrando os outros no corredor levar pra salas de pesquisa e fazer lavagem cerebral. Eu acho que na faculdade todo mundo já é grandinho o suficiente pra saber o que é importante ou não, e claro que deve saber arcar com as conseqüências da escolha. Quem deve procurar fazer o link é sempre a gente mesmo. Não adianta ficar esperando professor passar a mão na cabeça e falar que vc tem que aprender, pq esse não é o papel dele dentro de uma universidade!
Eu já fiz muita pesquisa e converso muito sobre elas com gente da prática, aplico tudo que li e aprendi também na prática, pq a prática é tb muito importante. E a conclusão que eu chego é que ela tem aplicabilidade se você quiser que ela tenha, caso contrário é igual livro na estante, não serve pra nada. Cada um tem que correr atrás, tem interesse vai lá à biblioteca e olha os livros, faz um passeio na faculdade e vai aos grupos de pesquisa pra saber o que está sendo produzido porque a via do aprendizado é de mão dupla e a universidade é só uma ponte entre esses dois caminhos!
Enfim, não espero convencer ninguém! Só digo que se alguém quiser discutir sobre arquitetura eu estou totalmente interessada, inclusive pra falar da tal aplicabilidade!
Bjo
Bom, depois de ter lido tudo aqui confesso que fiquei realmente chocada, ou talvez decepcionada seja a melhor palavra, em relação a alguns comentários (Sr Crítico, principalmente). Apesar de ter feito parte do PET concordo inteiramente com o Cleverson de que nem tudo o que é produzido é facilmente aplicável, principalmente de imediato, mas vejo que algumas pesquisas, assim como manifestações artísticas, por exemplo, anteveêm momentos e necessitam de um tempo para serem compreendidas ou contextualizadas (não estou dizendo que os acadêmicos tem uma ligação com o além ou dons premonitórios). Só para citar, discussões sobre urbanismo que foram teorizadas na década de 60 por grupos totalmente renegados por se contraporem ao modernismo da época estão hoje em voga, na tentativa de solucionar os grandes problemas de nossas cidades, originadas, pasmem, pelo próprio modernismo. Indo para o campo da arte, alguém sabe quanto custa um Van Gogh hoje? Milhões, né?! Mas o engraçado é que o pintor em questão lá em seus anos morreu louco, sem orelha e na miséria, pois ninguém considerava que o que ele fazia era arte, não tinha nenhuma relevância ou utilidade.
Para mim, nessa discussão toda, só Nelson Rodrigues nos salva, já que para ele e, humildimente, para mim também “Toda unanimidade é burra”. Por isso, em uma profissão tão diversa e literalmente interdisciplinar como é a arquitetura seria o fim dela mesma se todos nós fizessemos o igual ou pensássemos assim: não teríamos saido das cavernas pintando os mesmos ginus. Cabe ali os que são mais teóricos, querem ler, pensar e discutir, os que desenham a mão horrores e não sabem fazer maquete eletrônica, os que modelam muito, mas que só conseguem fazer flores e corações com o lápis, os que vão usar botinas e terem um orgasmo quando elas estiverem sujas de pó e cimento depois de uma obra, os que vão tomar pau várias vezes em estruturas ou em conforto devido aquelas cartas solares, cálculos de ar condicionado e os logaritmos de acústica, os que detalham parafuso de armário ou aqueles que conseguem pensar em fluxos e sistemas para uma cidade inteira só com uma olhada… Enfim… A arquitetura é feita disso tudo e há espaço para todas essas pessoas, desde que cada uma delas exerça com competência aquilo que se propõe a fazer. “Quem tem competência se estabelece!”, apesar de parecer a filosofia do mercado é uma frase que minha avó sempre fala, portanto há espaço e basta que para isso tenhamos um pouco de tolerância, respeitando aquele que, inevitavelmente, é diferente de você, ou podemos também sair pegando aviões e jogando em torres gêmeas.
Até.
errata: é perda realmente, escrevi errado e pesso desculpas.
Bom em primeiro lugar, sr critico realmente vc é um individuo deletério e que como tal deve ser banido da nossa sociedade.
sr cleverson nao fui mal educado apenas e reservo no direito de escrever aquilo que penso assim como vossa senhoria. quanto a aplicabilidade das pesquisas vc já procurou se informar sobre o que esta falando: por exemplo o mom esta ajudando as pessoas que nao podem realmente pagar um aquiteto estrelinha como algumas pessoas daqui aspiram a ser, a construirem uma casa mais digna e sem tantos desperdicios como hj é feito na construcao civil. o hbh está de fato construindo casas para familias de baixa renda entao qual a nao aplicabilidade? as leituras do pet?
que sao fundamentadoras? nem só de tijolo e cimento vive o arquiteto, alias arquitetura é uma profissao enobrecedora porque tb nos faz pensar e refletir sobre varios temas inclusive como transformar os pensamentos de pessoas como algumas que aparecem acima, apesar de que eu sinceramente acho que só arquitetura nao será capaz precisamos urgente que um psiquiatra entre nesse grupo de discursao quem sabe ele nao possa ajuda-los!
outra errata na preca sempre haveram erros de portugues, é peço e nao pesso!
É interessante a discussão. Não estudo arquitetura, estudo administração. Todas as opiniões tem algo interessante. Só acrescento uma coisa: pesquisa científica, em qualquer área, não tem obrigação ALGUMA de ter aplicação prática. A gente valoriza mais a aplicação porque tem aqueles sonhos, de ganhar dinheiro, ver seu sobrenome virando nome de unidade de medida ou técnica de aplicação [Diagrama de Feynman, 25 joules, pirâmide de Maslow], de mudar o mundo mês que vem, escrever o nome na história, fazer palestras.
Mas na verdade,o grande edifício científico é construído por centenas de papers confirmando mais do mesmo, milhares de estudos de caso com questionários aplicados e tabulados no Excel. Ciência é repetição, confirmação, checagem. Não é possível que todos os relatórios de PIBIC sejam inovações incríveis que vão ser aplicadas na erradição da insolação no Burundi. No meio da repetição e checagem de resultados, surge o diamante do João Coragem.
No mais, não sou estudante de arquitetura, mas eu ficaria sinceramente agradecida se os atuais estudantes lessem MUITO e escrevessem muitos papers e, o principal, PENSASSEM sobre a influência da arquitetura nas relações humanas, sociais, de poder, sobre a saúde; que lessem sobre teoria da estética, que lessem sobre variados métodos de construção desde a Ilha de Páscoa até Gaudí, e que soubessem quais as formas tradicionais de construção regionais. Quem sabe assim, nós nos livremos desses malditos prédios horrorosos, caixotes com sacadinhas e jardins com palmeirinhas.
Como diria Capitão PLaneta, o poder é de vocês!
P.S.: Sou do Pet aqui em Manaus também, E PRECISO dar uma resposta pro Crítico, que disse: “Imagino que sejam inutilidades tais como revisões bibliograficas em temas já repisados de coisas que cerrtamente não vão mudar minha vida! Pois eh! Por isso não perco meu tempo com vc!
Que diferença vc faz!”
Se você supõe que a revisão bibliográfica sobre temas consagrados não muda a sua vida, pense duas vezes: no dia em que um acadêmico de Medicina que NÃO tenha feito revisão bibliográfica sobre temas “pisados” te atender no hospital…
AVE MARIA!!! Já chegou em Manaus??? Daqui uns dias meu texto sai no Jornal Nacional!
Só pra constar, Menina Eva. Qual o sentido de perder dias de trabalho e cifras dos cofres públicos para desenvolver uma pesquisa sem aplicabilidade? Ah! Para outro estudante ir lá e sugar mais um pouqunho escrevendo outra pesquisa sobre o mesmo tema, apenas mudando umas palavrinhas e colocando umas citações? E outro? E outro?
So sorry… mas isso é comodismo.
Quanto ao fato da arquitetura do espetáculo ser condenada pelos críticos e filósofos bla bla bla.
Se uma “obra espetacular” faz UM cara olhar pra ela e se questionar por 1 segundo sobre a obra, ou ainda fica encantado com ela, esquecendo: do trânsito, dos problemas e etc. Ja vale a pena!
Não estou embasado em nada. Nem em Argan, nem em Julio Verne, nem em nenhum outro escritor/pesquisador/açogueiro.
Minha opinião. N vão respeitar, claro. Mas como já diria o Edson, “então que se foda”!
Outro comentário.. O crítico merece uma estátua no centro do pátio da E.A..
Seja la quem for ele.
é divertido mas triste ler algumas das coisas aqui escritas…
fiquei extremamente feliz ao ler o que luis escreveu…acho q é por aí…
e acho q cada um faz o q bem entende com seu curso..seja qual for…por exemplo..o sr. crítico quer ser crítico…pois q critique mesmo! e que critique a si mesmo tb…dificil é fazer isso! perceber como vc é..o q vc é..o q vc quer ser…é..luis naum disse nada mesmo…só abóboras…sei…sr. crítico de tão crítico q é..foi logo criticar…nem parou pra pensar..uma pena!
arquitetura com disseram outros é um campo mt diverso q tem espaço para a atuação de inúmeras disciplinas..portanto, é de fundamental iumportancia o trabalho do arquiteto na discussão teórica/historica/crítica, na tentativa de resolução de problemas urbanos, na construção de casas, predios, hospitais, oq for…no projeto de praças e espaços públicos, pensar a cidade, fazer a cidade, no ensino de arquitetura e urbanismo…logo, tem espaço pra todos trabalharmos juntos! não briguemos assim! senão vou ter q comprar pipoca!
sr. crítico diz q naum podemos mudar o mundo. huuh! discordo. o próprio cleverson ao estabelecer esta discussão já o mudou. as pessoas q estão aqui discutindo já o mudaram. e isso é bom pra pensarmos no que realmente queremos fazer da nossa vida…
agora cito (como um bom pesquisador faria):
“Imagino que sejam inutilidades tais como revisões bibliograficas em temas já repisados de coisas que cerrtamente não vão mudar minha vida! Pois eh! Por isso não perco meu tempo com vc!
Que diferença vc faz!” (CRÍTICO, 2007, Setembro 14th, às 12:22am, 27° post, 5ª crítica na discussão).
só posso rir. “eu te odeio!!!grrrrrrr!!!” ehhe….a resposta foi a melhor..kiko..e já q alguém citou o edson…
“toma! toma! toma! ya! ya! toma! toma! entendiii!”
sr crítico? faça me rir.
acho que algumas pessoas não sabem nem o que essa palavra significa.
outros não sei o que fazem em uma universidade pública. sabe
sr critico so tenho uma coisa pra te dizer: boa sorte na sua vida já que com o intelecto vc não pode contar.
bom cleverson, vc é apenas mais um fruto do sistema, simplesmente tenho dó de vc e das pessoas que te cercam.
Nada como citar Edson, aquele rapaz astuto: “Na porrada eu não tenho lEmites..”
É verdade, vamos colocar uma estátua do Crítico no pátio da EA e torcer para que ele descubra as suas paixões.
Só pra constar, “no coments”…
se você realmente tivesse alguma propriedade do que diz e, pelo menos, soubesse do que está falando, não se esconderia atrás de um avatar como só um “crítico” barato faria.
Mostra a cara, valentão(ona), e vamos discutir abertamente o que é que eu estou fazendo numa universidade pública.
Olha, acho que a gente devia fazer o seguinte.
Fiquei revendo minhas referencias e encontrei a seguinte sugestão vinda do Sr Edson, Ilustrissimo pesquisador no campo da análise de retórica e da porrada sem limites, segue: “Ah então vamo transá logo!”
Depois dessa terapia em grupo vejo que todos tentam apelar ao bom senso.
Na falta de sexo, e não de risadas e choques, volto à discussão inicial: Para que serve à sociedades (cerca de 100 milhões de pobres no Brasil) essas pesquisas? Financiadas pela União, elas não servem mais à curiosidade dos graduandos de Arquitetura do que à comunidade não-acadêmica? Excluindo estátuas ou sugestão delas, o coitado do Edson, falta de comentários em língua estrangeira, erratas cretinas, competências profissionais, bla bla blas, críticas, e como, exposição de egos através de grandes textos e leituras comentadas do PLAFT, POW, PET, SOC, MUH, qual é a serventia ao nego que financia esses grupos de pesquisas? A população!
Pergunto a Raquel, e aos demais, que me informem a serventias desses grupos. Coloco-me como leigo e contribuinte FINANCEIRO dessa instituição de ensino. Faço jus ao Cleverson em seu tópico inicial: papel, citações, congressos estudantis, monografias arquivadas não fazem nenhuma diferença a mudanças EFETIVAS! Não existe nenhuma AÇÃO dentro dos grupos de pesquisa. É papel por papel. Lero lero. Interesses pessoais (sejam por situação dentro da arquitetura ou promoção de outros mestrandos ou doutorandos que apóiam as iniciativas). Salvo, é claro, as POUCAS exceções.
Recoloco a questão inicial: Não seriam tais grupos de pesquisas mecanismos de preencher realmente o tempo vago da mesma forma que o estágio em escritórios? Possibilidade de agregar valor ao aprendizado e não uma revolução exclusiva do pensar na área de Arquitetura? “Não há salvação fora da Pesquisa!” (ALGUEM, Que se foda,, 2007).
Brilhante o tópico do Cleverson! Menino de Ouro!
De fato a grade proposta pela EA sugere uma ocupação do restante do horário por alguma atividade complementar sugerida, ou não, pela Universidade.
Está ai uma sugestão ao tópico inicial. Indiferente aos Egos e feridas.
Visto que o estudo de visões sobre o mundo ou a experiência adquirida através de estágios não altera em nada o mundo. Sempre na hipótese e no aprendizado!
Espero ler mais FATOS nos próximos comentários. Afinal, inconveniências estão todos de saco cheio dentro da Arquitetura. Bora!
Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar.
E as convicções são cárceres…
Mais papo de cumadre!
Fatos? Algum? O Topico do Blog?
isso mesmo, amigo.
continue procurando os fatos, os resultados, vomitando as suas verdades e prezando pela eficiência e racionalidade.
vc é gente que faz.
Aproveito pra citar o menino do “Capeta em Forma de Guri”.
“CARA DE CU!”(GURI, Capeta em Forma de. 2007. Então que se foda – BRASIL)
ahhahaah! ótima essa! eu acho q temos q voar mesmo. sério.
sr/ sra. “ponto”, vc realmente acha q estágios em escritórios e em grupos de pesquisa são mecanismos pra preencher o tempo vago da tarde, que poderia servir pra gente dormir?! q coisa! muito me adimira vc falar em querer algum retorno pra sociedade! o sujeito q agrega conhecimento com essas atividades extra-curriculares tem maior possibilidade de realizar este retorno de que fala do que alguem q naum teve tanto interesse em conhecer outras coisas q não o q é dado na universidade! é certo que qualquer um pode ajudar o outro, independente de classe social, idade ou curso q tenha feito…evidentemente! existem picaretas sim…isso é certo! mas existe que trabalha sério tb! estágios e pesquisas não são exatamente mecanismos imediatistas…a idéia é descobrir coisas pra poder fazer algo com elas! seja instantaneamente como em atividades de extensão, seja em um futuro próximo como nas atividades de ensino e extensão!
agora, me diga o q vc tem feito, além de ser um contribuinte financeiro (!), para ajudar algum dos 100 milhões de pobres? e outra…não venha com essa de grana do governo naum! grana eles têm sim! senão naum sobrava pra por na cueca! manifeste-se em brasilia! crie passeatas pela esplanada! eles que são os gerentes do país! e creio q se vc buscasse saber sobre os grupos de pesquisa, não só da EA, mas da ufmg, ou das universidades publicas todas do brasil…veria o quanto elas tem contribuido pra solucionar diversas questões em diferentes áreas. se vc naum sabe, a ufmg tem as pesquisas mais avançadas em nanotecnologia do país!! vc sabe o q isso significa? nanotecnologia salva vidas…procure saber! acho q a crítica é pertinente acerca do que tem sido feito nos grupos de pesquisa da EA…participe dos seminários q todos eles criam durante o ano, seja do prj, do acr, do tau ou do urb…todos eles têm seminarios anuais…q mostram a sua produção! participe! isso é um convite..pq acho q a discussão seria mais profícua se todos estivesse a par da produção academica na escola. e quem naum sabe o q acontece é pq naum quer…as portas de todos os grupos estão abertas pelo que eu sei! é só bater, entrar e conversar! facil ne?! pois bem!
ah, vc sabia q os tres fundamentos das universidades publicas são ensino, pesquisa e extensão? já se perguntou o por quê?
tente voar.
opa…correção.
“(…)seja em um futuro próximo como em atividades de ensino e pesquisa!”
Meu ultimo tópico nesse blog ridiculo, pois eu já fiz o que eu julgava necessário que é criticar como vcs academicos criticam os outros, sem consistencia e de modo esquizofrênico, como sempre foi. Agora quero ver quem consegue me provar que eu estou errado, em tudo que eu disse no post maior.
taí outro gente que faz…
“quero ver quem consegue me provar”
“vcs academicos criticam os outros, sem consistencia e de modo esquizofrênico, como sempre foi.”
só faltou dizer que o “mundo acadêmico” conspira contra vc, “como sempre foi”! continue assim, pateta. vc está com a verdade, não desconfie jamais. =D
A propósito… eu nunca questionei a dedicação dos membros dos grupos de pesquisa ao seu trabalho. Pra mim isso não interessa. O que interessa é que, na maioria dos casos, trata-se de esforço inútil. Só pra rebater na mesma tecla… pesquisa sem aplicabilidade é perda de tempo. Entendam isso de uma vez por todas e parem de encher.
A propósito, Diogo… eu nunca questionei a dedicação dos membros dos grupos de pesquisa ao seu trabalho. Pra mim isso não interessa. O que interessa é que, na maioria dos casos, trata-se de esforço inútil. Só pra rebater na mesma tecla… pesquisa sem aplicabilidade é perda de tempo. Entendam isso de uma vez por todas e parem de encher.
Ei, Cleverson.
Pelo o que pude ler aqui muita gente tentou te mostrar outros pontos de vista, o que acho bem legal, já que o debate foi gerado. Crítcas e discussões são sempre válidas e necessárias, desde que a pessoa que questiona sobre alguma coisa se propõe a pensar a respeito do que vem como resposta do outro lado. Caso contrário, o questionamento seria inútil (sem aplicabilidade rs..)e o esforço iria por água a baixo se resumindo a ataques banais, vazios em informação, não mudando muita coisa.
O que eu faria no seu lugar: ao inves de “bater na mesma tecla”, seria legal se vc refletisse um pouco sobre a repercussão do tópico e não se baseasse somente nessa discussão de blog. Para verificar a aplicabilidade de cada pesquisa vc teria que conhecer todas as pesquisas (algo quase impossível). Talvez seja mais o caso de refletir sobre essa “aplicabilidade” que vc está ansioso para encontrar. Enfim, a redução dos problemas pode fazer o seu questionamento (inicialmente muito interessante) perder a validade. Não deixe isso acontecer.
É isso, boa sorte e depois a gente toma o nosso chá =)
nós arquitetos!!!!
sempre no centro do universo!!!
hãn??
Que Bruno é esse? Se for quem eu estou pensando, só tenho uma coisa a dizer: “Foda-se, eu não sou do D.A!” ;D
Se não for, que me desculpe!
Esse texto do seu Blog é ressentido e pouco lúcido. Demonstra um grande desconhecimento do que significa “formação”. A formação não pressupõe instrumentalidade imediata, tão pouco transformação da realidade social em sentido concreto (talvez apenas na mente dos ingênuos). A pesquisa dentro de uma universidade assume objetivos distintos em suas variadas formas. Mesmo uma revisão bibliográfica tem valor no sentido de formação individual e organização do conhecimento. Não precisa interessar a todos, afinal não é objetivo que ela seja publicada pela Martins Fontes ou em um Blog juvenil.
É como se vc dissesse: não irei ler o jornal pq alguém já leu antes! Não irei pensar sobre a revolução francesa porque isso já foi pensado!
Lamentável seus comentários. Espero que pessoas com esses pensamentos sejam exceção em sua escola. Retrato de um brasileiro médio: imediatista, superficial, avesso ao pensamento e de humor pueril.
E acrescento ao blogueiro deste sítio que faça uma revisão bibliográfica sobre os trabalhos do Didi Mocó.
Aproveito a popularidade desse blog inútil para divulgar o meu:
http://www.brasil1984.blogspot.com
Gostaria de saber se vcs estão precisando de Desenhista de Arquitetura na prancheta.. Tenho Autocad ..mas, gosto mais da prancheta. Moro no Rj.
Tels contato: 021 – 3339-2979 / 8745-3257 Vania…
Fico grata!!
Adorei este site!